Acusados de matar Valdir Cabeleireiro são condenados a mais de 23 anos de prisão em Salvador
07/10/2026
(Foto: Reprodução) Valdir Macário, conhecido como “Valdir Cabeleireiro”, foi assassinado em 2016
Reprodução/Redes Sociais
Patric Ribeiro Tupinambá e Edgar da Silva Santos foram condenados a mais de 23 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo assassinato do cabeleireiro Valdir Macário, em Salvador. O julgamento ocorreu na terça-feira (6), no Fórum Ruy Barbosa, cerca de 10 anos depois do crime e após seis adiamentos.
Valdir foi morto a tiros em 12 de novembro de 2016, dentro do próprio salão de beleza, localizado na Avenida Vasco da Gama. O crime foi registrado por câmeras de segurança.
Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Edgar encomendou a morte do cabeleireiro a Patric. A motivação era ciúmes, já que Valdir estaria ajudando o irmão a ter encontros amorosos com a mulher de Edgar.
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No julgamento, os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe — recurso que dificultou a defesa do ofendido e perigo comum a terceiros, neste caso, os clientes do salão. Os dois homens foram condenados pelos seguintes crimes:
Patric - 28 anos e 7 meses de prisão por homicídio qualificado e roubo de um celular no local do crime;
Edgar - 23 anos e 3 meses de prisão por homicídio qualificado.
Agora no g1
Em nota enviada ao g1, a defesa de Edgar informou que já ingressou com recurso após análise integral da sentença e dos fundamentos apresentados durante a sessão. De acordo com a equipe que defendeu o réu, o vídeo que provaria a dinâmica dos fatos "desapareceu".
"A defesa reforça que continuará atuando tecnicamente na proteção dos direitos e das garantias, utilizando os instrumentos previstos na legislação para questionar os pontos da decisão que entender juridicamente pertinentes, o caso ainda não transitou em julgado", diz um trecho da nota assinada pelo advogado criminalista Ivan Jezler.
O g1 não conseguiu contato com a defesa de Patric Ribeiro Tupinambá até a última atualização desta reportagem.
Confissão e decisão da Justiça
Apesar de ter confessado ser o mandante do crime, Edgar não foi levado a julgamento na época. Em novembro de 2017, o juiz Eduardo Augusto Leopoldino considerou que o MP-BA não conseguiu comprovar que Edgar era mesmo o mandante da morte de Valdir.
Anos depois, em 2020, Edgar foi preso novamente durante uma ação da Polícia Militar no bairro de Itapuã, em Salvador. De acordo com a PM, ele tinha um mandado de prisão em aberto por outros crimes sem relação com o assassinato de Valdir. Na ocasião, Edgar era investigado por tráfico de drogas.
Adiamentos anteriores
Antes de ser realizado, na terça-feira (6), o julgamento passou por sucessivos adiamentos. A previsão inicial seria em 8 julho de 2025, mais de um ano atrás. De lá para cá, ocorreram remarcações para 23 de abril de 2026, 10 de junho de 2026, 6 de agosto de 2026, 25 de agosto de 2026 e 6 de setembro de 2026.
Entre os motivos apontados para os adiamentos estão problemas de saúde de um dos réus e incompatibilidade de agenda do advogado.
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