Reajuste no valor do gás de cozinha na Bahia é o maior desde 2021; veja histórico de aumentos
03/11/2026
(Foto: Reprodução) Gás de cozinha fica mais caro na Bahia; reajuste pode elevar preço do botijão em até R$ 15
O gás de cozinha teve, nesta semana, o maior reajuste registrado desde que a Acelen assumiu a operação da Refinaria de Mataripe, na Bahia, em dezembro de 2021. O aumento de 17,5% no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido às distribuidoras começou a valer no domingo (1º) e deve provocar alta de R$ 12 a R$ 15 no valor do botijão para o consumidor final.
A informação foi confirmada por Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas). Segundo ele, o reajuste anunciado para novembro supera os demais registrados desde a mudança no controle da refinaria.
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Somente em 2026, este é o sétimo reajuste aplicado ao produto. Ao longo do ano, o preço passou por períodos de alta, redução e estabilidade, mas o novo aumento representa a maior variação positiva registrada no período.
Histórico de reajustes em 2026
Gás de cozinha fica mais caro na Bahia
Foto: Reprodução
De acordo com dados do setor de revenda, o preço do gás de cozinha teve as seguintes variações ao longo do ano:
Janeiro: aumento de 2,38%;
Fevereiro: redução de 4,19%;
Março: estabilidade;
Abril: aumento de 15,2%;
Maio: aumento de 4,3%, absorvido pelos revendedores, sem repasse integral aos consumidores;
Junho: aumento de 9,59%;
Julho: redução de 6,8%;
Agosto: redução de 7,1%;
Outubro: aumento de aproximadamente 9%;
Novembro: aumento de 17,5%.
As variações mostram que o produto passou por diferentes movimentos de preço durante o ano. O reajuste de novembro, no entanto, supera os demais aumentos registrados no período.
Aumento anunciado pela Acelen
Em nota, a Acelen informou que o preço do GLP comercializado pela Refinaria de Mataripe para as distribuidoras passou de R$ 3.971,60 por tonelada para R$ 4.664,90 por tonelada.
A empresa afirmou que sua política de preços considera fatores como o valor internacional do petróleo, a variação cambial e os custos de frete. Segundo a companhia, os valores podem sofrer oscilações para cima ou para baixo conforme as condições do mercado.
Com o novo reajuste, a expectativa do setor de revenda é de que os consumidores sintam o aumento nas próximas compras do botijão.
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